Não é o réveillon de todos, mas é o meu réveillon particular. Afinal, acredito que ciclos se fecham quando aniversariamos. E pela proximidade com o término do ano, fica fácil utilizar o dia 24 para encerrar e recomeçar Coisas, Assuntos & Pessoas. Dois mil e doze foi pesado e triste. Recompensador e intenso também. Aquela velha historinha do caos e do equilíbrio.
Não quero falar aquela palavrinha que começa com M. Não falei até hoje, e não será agora que falarei. Porém, não posso negar que o peso e a certeza da finitude tenham, inexoravelmente, alterado meu senso de direção e discernimento. Para pior? Melhor? Tenho quase certeza que para melhor. Mas ainda resta aparar farpas, limar e lixar. Daqui e dali. Um reenquadramento espiritual necessário e urgente.
Além do confronto-encontro com a finitude, existe o peso da idade, a carga nas costas, o peso nos ombros. Mesmo parecendo mais novo, envelheci alguns anos em poucos meses. Sei que não é o fim do mundo, mas dobrar a esquina dos 40 (ok, 41) traz algumas consequências. O corpo não responde igual, mesmo que o cérebro seja mais rápido (ainda). E é lógico que está tudo agendado: dieta, academia, equilíbrio, manutenção etc e tal. Tá lá na agenda! Mas minha mesa de trabalho anda tão desorganizada...(aquela história do caos e do equilíbrio).
Envelhecer traz uma séria pergunta: Lamento pelas coisas que deixei para trás? Depende da hora e do dia. Sou humano, certo? Porém, antes de qualquer lamento, festejo tudo o que consegui. Bens materiais e, principalmente, os imateriais. Festejo o conhecimento, as palavras, os pensamentos, as imagens. Festejo tudo aquilo que não se vê. Além de festejar, agradeço aos que me acompanharam por mais um ano. Afinal, os que estão ao nosso lado (ou não) fazem parte das conquistas e fracassos. Dos tombos e tropeços. Das glórias e acertos.
Fui um lixo para muitos? Certeza. Fui importante para alguns? Estou certo disso também. Todos os momentos foram importantes, os bons e os ruins. Todas as considerações e julgamentos também, os péssimos e os maravilhosos. Que os julgamentos tragam a reflexão necessária para todos. Enfim, o remédio amargo é aquele que cura. E, caso o remédio não faça efeito, o Tempo está aí. O Tempo cura.
Porém, muito diferentemente do que sentia aos 20 e aos 30, aos 41 posso dizer: “Dou apenas o que tenho pra dar. Não consigo inventar um outro eu”.
Desejo a todos uma iluminada noite de Natal!
E mesmo que não consiga vê-la, inclusive na desesperança e descrença, há Luz.
Dezembro de 2012
Feliz Natal, Feliz Réveillon Particular, Feliz Luz... Lembre-se, faça tudo pra ser feliz, em gotas ou cascatas, não importa. O que importa é o movimento e a mudança. Com carinho, Candida
ResponderExcluirMais um post lindo! Feliz daquele que chega aos 40,41, e consegue traduzir a alma em palavras.
ResponderExcluirFeliz aniversário!! Feliz Natal!! Feliz Reveillon! Feliz Ano Novo!
Parabéns por mais um aniversário,
ResponderExcluirpelas aprendizagens,
pelo enriquecimento interior,
pelo equilíbrio,
pela luz,
pela dor e pela cura,
pelas viagens,
pela procura,
pelo questionar e reequacionar,
pelo encontro ou desencontro que fazem com que seja esse ser sensível e encantador
Ah,e que 2013 seja um melhor ano...
Querido, acabei de entrar nos 50, e como vc, cheia de duvidas e incertezas,2012 tb foi um ano ruim, triste, vivi decepções que jamais esperaria viver, mas a vida é isso , então tenho como plano para o resto de minha vida ( pq meu futuro é com certeza menor que meu passado ) ser feliz, será minha época de ser feliz, realizar sonhos , dos grandes a menores, viver cada dia ou cada fase com intensidade e aproveitar tudo , de bom e de ruim tb, procurando a essencia da vida em cada momento.
ResponderExcluirFeliz natal, feliz 2013 , pra mim e pra vc tb, feliz aniversario. bjos
Obrigada por compartilhar conosco este seu momento tão precioso. Obrigada por provocar reflexões sobre temas tão importantes.
ResponderExcluirAndo para lhe escrever. Há muito que sim. Mas sempre aquilo das palavras. De saber se serão as certas. Não sei.
ResponderExcluirSei que sim, que foi um ano difícil. Li o seu ano difícil. Mas essa serenidade ante o que magoa, Marcelo. Fundamental. Determinante. Faz acontecer as (re)formulações todas. Mesmo as mais improváveis. Mesmo as mais impossíveis.
Queria dizer uma coisa muito simples: o melhor. O melhor para si.
Um beijo.
Mar
Grosseria a minha não ter respondido os comentários e as palavras tão lindas e iluminadas. Mesmo atrasado, um abraço virtual a todas vocês...Candida, Luciana, Noémia, Angela, Amanda e Mar.
ResponderExcluir