Porque os tempos mudaram,
e sei que já escrevi sobre isso.
Talvez porque os anseios tenham mudado,
talvez porque o eu escondido dentro de mim contou-me há pouco esse segredo,
e somente agora vim a perceber.
Porque acredito nos poucos ingredientes,
e na simplicidade dos jantares à luz de velas.
Porque acredito na madeira bruta, na louça brusca, na água fria, na rocha áspera.
Acredito na folha verde e no musgo escorregadio.
Porque acredito na carícia do pelo, no calor do corpo, no cheiro animal.
Porque acredito nas pequenas coisas,
nos pequenos gestos, nos olhares verdadeiros, no alinhavo do tecido.
Porque acredito na sinceridade,
na convivialidade,
na igualdade.
Porque não entendo o valor material, porque não sinto o peso da moeda.
Não entendo nem as guerras, nem a fome, nem a superficialidade.
Porque sonho e porque sinto.
E mesmo que a palavra não seja mais pedra; nem a madeira, aconchego; nem o pelo, carícia;
ainda acredito.
Porque acredito na profundidade.
Porque acredito na verdade, no chão, na terra, no pó.

Adorei!
ResponderExcluirFiquei com a sensação que alguma coisa acabou, mas isso não é da minha conta.
Em vez de Heresia chamar-lhe-ia Credo. :)
"O mais importante do bordado é o avesso"
ResponderExcluirNão à toa, a mesa posta, com convivas ao seu redor, históricamente representa a fraternidade. A chama da vela nos lembra que a mais etérea das matérias é também a que mais provoca a mudança; mas também lembra que acender uma luz permite a visão dessa mudança e de novos caminhos. Mudanças, quando bem alinhavadas, mantém a fraternidade e iluminam novos horizontes!
ResponderExcluirJosé.
Lindo poema.
ResponderExcluirOlá Noémia. "Credo" seria um ótimo título! Obrigado pelo comentário. Bj
ResponderExcluirMauro, as nuances e detalhes sempre são importantes, não? Mesmo os detalhes escondidos. Abraços!
José! Aguardando as mudanças! Tenho a certeza que serão boas. Abraços
Obrigado Marcia! Bj
Também acredito. E também não entendo o valor material.
ResponderExcluirObrigado querido Henrique. Abraço.
ResponderExcluirestamos ficando velhinhos, ou mais suaves? abs
ResponderExcluirAs duas coisas? Abraço!
ResponderExcluirEu também acredito. =)
ResponderExcluirObrigado Mariana :)
ResponderExcluirSimplesmente lindo, Bergamo. Palavras sinceras, doces e leves. Como deve ser a alma e a vida...Abraços.
ResponderExcluirObrigado querida Mara. Abraços!
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