Espaço dedicado a pensamentos, poesias & devaneios. Sabor, comida, viagens, fotos, livros e o que mais der na telha (ou no forno).

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Jardim

Desejo um jardim
de encantos fantásticos
Um jardim que me dê forças
e que me ensine a esperar
Um jardim que me obrigue a contemplar
Um jardim encantado
que ilumine as horas mais sombrias
e que atrase os ponteiros do relógio
Um jardim capaz de abrandar as horas cheias de medo

Desejo um jardim mágico
que traga luz e vida
paz e sabedoria
Apenas um jardim
que sussurre as rimas perdidas
e que reescreva os sonhos esquecidos
Um jardim de flores e folhas
de pensamentos e ações
de ímpetos e emoções

Um jardim


Bolo de alfazema, baunilha e limão

Ingredientes
200 g de açúcar refinado
3 ovos
145 g de farinha de trigo
1 col. de chá de fermento químico em pó
60 g de manteiga sem sal derretida
130 ml de creme de leite fresco
5 g de alfazema
20 g de sementes de papoula
1/2 col. de chá de baunilha em pó
Raspas de um limão Siciliano

Modo de preparo
1. Preparar uma infusão com o creme de leite e a alfazema. Peneirar, descartar a alfazema e reservar o creme.
2. Bater os ovos com o açúcar e as raspas de limão até obter um creme claro e aerado.
3. Com a batedeira em velocidade baixa adicionar a farinha de trigo e o fermento.
4. Acrescentar a manteiga derretida, a infusão de alfazema, a baunilha e as sementes de papoula.
5. Transferir a massa para uma forma untada e enfarinhada.
6. Assar até dourar.
7. Cobrir com um creme preparado com Glaçúcar e suco de limão Siciliano e decorar com pétalas de violeta e folhas de verbena cristalizadas.


sábado, 20 de agosto de 2011

Uma Nova Língua ou Dando Voz ao Anonimato

“esse bolo areia no bolo numa ei nao , se as fabricas de sp estao sujas melhor mandar poliçia sanitaria la.por oi nunca comi aki no nordeste esse bolo com areia nao,, por isso que falo, se vai fazer ou imitar saiba como fazer,ne e nao fazer besteira,pois nunca vi ou comi um bolo desse com areia dentro,....”

Comentário anônimo? Óbvio!!! Afinal, raramente a imbecilidade tem nome. E como também sei que a coragem não é uma das virtudes mais desenvolvidas no ser humano, o Joselito aí de cima preferiu não se identificar. O post que trouxe à tona o monstro inconformado é esse aqui, e se o leitor inconformado tivesse ao menos lido um dos comentários no próprio post já saberia do que se trata a tal granulosidade do bolo.

Apesar de não ser professor de português preocupo-me em escrever razoavelmente bem. Acredito que escrevo melhor do que falo, pois na correria das aulas nem sempre encontramos as melhores palavras ou termos. Se eu erro? Nossa! Demais. Mesmo aqui no blog já achei dezenas de erros.
Fui bom aluno de língua portuguesa, gramática e tra lá lá? Não, confesso que não, mas tive um excelente professor no colegial que nos ensinou a ler, ou melhor, nos ensinou como ler. Conseqüentemente, aprendi a interpretar um texto e a escrever algumas modestas linhas.
E tem mágica aí? Não, nenhuma. Leva apenas uma pitada de boa vontade e meia colher de treino. Ninguém nasceu sabendo e isso é o bacana da vida, não é? Basta ver, escutar e ler com atenção e cuidado. O mundo é um pouco mais que o nosso umbigo, não é mesmo?

Dica do dia (melhor, dica da Débora)
Não tem dicionário na estante e está com dúvidas? Dê uma navegada nesses sites:
http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23
http://www.priberam.pt/DLPO/

Diariamente

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O Todo

Branco
Uma passagem
sem porta por onde atravessar
sem paredes para sustentar
Um vazio
miragem
Espelho sem reflexo
Imagem sem definição
Contexto sem nexo
Um nó
Novelo
Uma espiral
Cinza
Pés descalços
amarrados em sapatos apertados
Uma coreografia solitária
Um balé coletivo
Uma planária
O eu
O outro
Eu, tu, eles
Quem é você?
Raízes e tronco
Folhas e pó
Por que?
Preto
Secreto
Furtivo

Tornado

sábado, 6 de agosto de 2011

Metropolitanidades

Era uma manhã fria, daquelas enevoadas.
Invernais metropolitanas.
Um caleidoscópio multicolorido de tons branco acinzentados.
As fachadas dos prédios, as pessoas, os carros.
O concreto, o vazio, o aço.
O de sempre.
As sujidades metropolitanas.
Entrei no elevador e subi até o 14º andar,
me aproximei da mureta,
dobrei o corpo para frente,
e me lancei.
Por um momento, pensei que planaria.
Talvez como um super herói do século XXI navegando por entre os penhascos de concreto e vidro espalhando esperança e levando boas novas a todos. Besteira. Isso não existe. Agora eu sei.
Enfim,
não planei.
Mergulhei de cabeça,
e vi
O panorama metropolitano.
Uma senhora sozinha, esperando o que um dia prometeram.
O menino escolhido. A vítima número 1.
A menina já cansada planejando fugas imaginárias.
Vi os ladrões, os descalços e os de Rolex.
Vi os despertadores despertando e os ônibus ondulando.
Os que usam e usurpam.
Os que dão e oferecem o que não tem.
Vi os que exigem e não cumprem.
Os que só sabem mandar.
Os que só sabem falar e não tem ouvidos.
Munido de um resto de esperança,
virei o rosto para ver mais.
Mas já era tarde.
E em segundos,
meu corpo se espatifou no asfalto metropolitano.
Seco, duro e cinza,
ainda frio naquela manhã branca e enevoada de agosto.