Espaço dedicado a pensamentos, poesias & devaneios. Sabor, comida, viagens, fotos, livros e o que mais der na telha (ou no forno).

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"neve cobrindo um vulcão"

Foto retirada do folder da exposição

Os anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco
Fundação Armando Álvares Penteado

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A chiquetização das coisas e dos costumes

Outro dia saí à procura de um copo americano. Sabe qual é? Aquele copinho relativamente pequeno, frisado, com colarinho. O famoso copo de boteco.
Alguns já o querem chamar de copo sul-americano. Realmente, talvez seja o melhor. Rebatizemo-os então, já que pertence à mesma categoria do pão francês, que deveria chamar pãozinho apenas. Ou cacetinho para os íntimos. Combinado! Sem palavras de duplo sentido.

Voltemos ao copo americano. Ops, sul-americano.
Durante a caça ao sul-americano me deparo com uma infinidade de outros copos – gorduchos, baixos, voluptuosos, com ranhuras, com relevos, cores e outras “sofisticações”. Vi também muita imitação de cristal e alguns tão moderninhos que se tornaram peças antianatômicas. Pareciam qualquer coisa, exceto um copo.
E muito menos o copo sul-americano.

Já em desespero e clamando por um simples copo de boteco, escuto um barulho de cacos de vidro batendo dentro da minha cabeça: Em qual momento perdemos o referencial de quem realmente somos
?

Quando deixamos de ser um copo sul-americano e nos tornamos um copo italiano? Uma xícara mexicana, ou ainda uma cumbuquinha japonesa? Ou, quem sabe, uma taça francesa?
Em qual momento incorporamos o outro? Bem aquele! Aquele que não somos.

Já não encontro uma pizza de muçarela (culpe outro pela ç). Preciso engolir a alcaparra, o milho, a calabresa moída e a borda recheada.
Tadinha da empadinha. Será que o palmito precisava de acompanhamentos?
E o pastel de 3, 4, 6 queijos? Sem esquecer o de banana com chocolate.
Suco? Só se for de frutas vermelhas + clorofila + talos de ruibarbo. Que saudades da laranjada.

Ambiente silencioso e cara blasé: Bom dia! Tem o cartão XPTO clube preferencial senhor? Ah sim, seja bem-vindo. A Clarice irá atendê-lo em alguns instantes.
Música moderna e cara de desdém: Boa tarde, meu nome é Natália. Qual o seu nome? Procura algo especial? Já conhece a nossa loja senhor? Temos a linha X, a Y e a Z. Tenho certeza que se apaixonará por alguma de nossas peças.

Derrotado, pensativo, desisto.

Queria apenas comprar um copo americano...ops...sul-americano.

domingo, 15 de maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

Hummm...


"Los alfajores son de origen árabe y su nombre proviene del vocablo alfahúa, que quiere decir 'panal de miel'. De hecho, los alfajores fueron protagonistas de un largo peregrinaje. Primeiro viajaron en las alforjas de los moros rumbo a la Península Ibérica, luego en los barcos y recetarios de los españoles hasta la conquista del nuevo continente y, ya de este lado del océano, fueron de cocina en cocina y de provincia en provincia tomando nuevas formas, ingredientes y coberturas."

Trecho do livro Cocina Argentina - Clásica y Moderna, de Vera Giaconi e Stella Fernández (Emecé Editores S.A., Buenos Aires, Argentina. 2003)

domingo, 8 de maio de 2011

Dia das Mães e um pudim especialíssimo


Pudim de leite especialíssimo
: sedoso, cremoso, delicioso
Receita da Chef Pâtissière Lucia Soares

Pudim
1 lata de leite condensado
500 ml de leite integral
12 gemas

Calda
150 g de açúcar refinado
150 ml de água

Modo de preparo
1. Prepare um caramelo com o açúcar e a água e espalhe na forma.
2. Misture o leite condensado, o leite e as gemas e passe por uma peneira.
3. Transfira para a forma e leve ao forno em banho-maria até firmar.
4. Desenforme assim que esfriar e prepare-se para provar o melhor pudim de leite deste lado do Atlântico!!! ;)


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Compartilhando


Bolo Quitandoca - Banana & Aveia
Este é uma cópia, o original está aqui

Bolo
3 bananas nanicas maduras
1 ½ xíc. (chá) de aveia em flocos finos
¾ xíc. (chá) de açúcar mascavo
2 col. (chá) de fermento em pó
½ xíc. (chá) de óleo
2 ovos
1 col. (café) de canela em pó
1 pitada de cravo em pó
Uvas passas claras a gosto

Cobertura crocante
Uma farofa feita com partes iguais de farinha de trigo, manteiga gelada e açúcar.

Modo de preparo
1. Misture todos os ingredientes secos em um bowl e reserve.
2. Bata no liquidificador os ovos, as bananas e o óleo até obter um creme homogêneo.
3. Junte esse creme aos ingredientes secos e misture bem.
4. Transfira para uma forma de bolo inglês.
5. Espalhe a cobertura uniformemente.
6. Asse em forno pré-aquecido até dourar.


O que é bom tem que ser compartilhado!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cocinando al sur


"La historia de los uruguayos esta ligada con el consumo de carne vacuna, base de su alimentación. No obstante, el ganado bovino no es original de estos territorios, fue introducido por la colonización española en el Siglo XVI y se diseminó rápidamente aprovechando la formación natural de praderas. La población aborigen, original de estos territorios, fue diezmada por la conquista y la colonización y las poblaciones remanentes se mezclaron con los colonizadores e inmigrantes [...]. El origen del consumo masivo de carne bovina en lo que es hoy el Uruguay (en la llamada Banda Oriental), se remonta a los años que van entre el 1611 y el 1617, con la introducción en la región del primer ganado vacuno y caballar [...]. Este ganado, junto al introducido luego por las misiones jesuíticas, se multiplicó de manera asombrosa sobre el territorio, como ganado 'cimarrón', libre y sin dueño [...]. Se realizaban expediciones territorio adentro que se denominaron 'vaquerías'. Fue esta etapa la llamada 'era del cuero' y del nacimiento del 'gaucho', poblador de las praderas sin limites, de las 'pampas', fruto del mestizaje temprano de conquistadores y conquistados, del español y el indígena. Las carnes más sabrosas de los animales desollados eran cocidas con leña del lugar y constituyó prácticamente el único alimento cotidiano durante las 'vaquerias' [...]. Este es el origen del tradicional 'asado uruguayo' [...] quizás herencia de la forma de cocer otras otras carnes de los grupos indígenas originales."

Trechos do livro Cocinando al sur - comida casera uruguaya, de Marina Lombardi e Susana Soria


Librerías Puro Verso, em Montevideo

domingo, 1 de maio de 2011