
O ar pesado e seco característico das empoeiradas noites da estação. Nada se move, nenhum galho ou folha. Noite quente, estranhamente quente. O som de carros distantes. Já não se ouvem passos ou vozes. É tarde.
A mesa de madeira já desgastada pelo tempo. A luz entrecortada pelos galhos da velha árvore ao lado do portão de ferro batido. Um perfume defumado se espalha pela casa.
Os olhares se cruzam. Nada precisa ser dito. Os gestos, os sorrisos disfarçados, o vinho, o reflexo dos talheres e das taças. Os leves toques acidentais. Mãos, pernas. Os pedidos de desculpas não ditos. O piano.
O anúncio de uma noite de outono.
A mesa de madeira já desgastada pelo tempo. A luz entrecortada pelos galhos da velha árvore ao lado do portão de ferro batido. Um perfume defumado se espalha pela casa.
Os olhares se cruzam. Nada precisa ser dito. Os gestos, os sorrisos disfarçados, o vinho, o reflexo dos talheres e das taças. Os leves toques acidentais. Mãos, pernas. Os pedidos de desculpas não ditos. O piano.
O anúncio de uma noite de outono.
Olhares, sorrisos e toques...
ResponderExcluirVinho, boa comida e um anúncio...
O anúncio de uma bela noite de Outono...
O mais incrível é a variação de pensamento ao ler o texto... Nas primeiras linhas encontrei a solidão... E só então percebi que não estava sozinho...
Acho que estou precisando de algumas noites de outono, rss...
Olá Fernando! Gostei da sua leitura.
ResponderExcluirAbraços,
Marcelo
Luz, som e poesia.
ResponderExcluirA interpretação do olhar de um artista, sobre sua forma de ver e registrar o mundo, poucas vezes é compreendida. Assim com ele também não é. Mais sua arte sempre mostra de forma clara e sem distorções o íntimo de sua alma.
Parabéns pela foto. que seja a primeira de muitas!
Bonitas palavras Valter.
ResponderExcluirE obrigado! Sem o seu auxílio ela não existiria.
Abraços,
Marcelo
Estupendo, como sempre!
ResponderExcluirQue romântico...
ResponderExcluirObrigado Joyce e Silene!
ResponderExcluirBeijo
Invejando este jantar.
ResponderExcluirQualquer post com as variações Goldberg é uma covardia, acompanhado deste texto é uma epifânia. Abs!
ResponderExcluirHenrique e Wair, seus elogios são sempre especiais.
ResponderExcluirUm abraço,
Marcelo
Acho que gosto mais é do não dito do que escreveu. Essa ideia persistente das coisas que não se dizem. Das que não se conseguem dizer. Ou que não são para dizer. E sempre. E muito. Das variações Goldberg.
ResponderExcluirEscreva mais, sim?
Beijo.
Mar