Espaço dedicado a pensamentos, poesias & devaneios. Sabor, comida, viagens, fotos, livros e o que mais der na telha (ou no forno).

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Palíndromo

Os dias passam
Quando abro os olhos
já é noite
Escuto sons e ruídos em meu sono inquieto
Vejo imagens em câmera lenta
Reflexos
sem contornos
definidos
Vejo peregrinos
cheiro impregnado até a última fibra do tecido
malha rasgada, puída
um carrossel
circulando
como um tornado
sem raízes
as horas
os meses
os ponteiros
caos
só vejo o caos

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