quarta-feira, 30 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Despedida
Ela arrumou o cabelo
com o rabo de cavalo alto que aprendeu lendo as revistas de moda
Fez uma maquiagem discreta, um quase nada
“Invisível é o que eu queria ser agora”
Olhou para a sala de jantar
Cuidadosamente
reparou em todos os detalhes
rodapés, cantos, frestas
Deslizou a mão pela mesa
Percorreu as prateleiras com as louças
Despediu-se dos quadros, gravuras, desenhos e rabiscos
Alisou a saia com as mãos tirando todos os amassados
Mexeu na gola da camisa
Olhou-se no espelho ao lado da porta pela última vez
Deu um sorriso para si mesma
Aquele sorriso esperto, de canto
Com um movimento abriu a porta – hoje, uma porta de saída, de escape, de descoberta
Mergulhou na multidão
e desapareceu em poucos segundos
Com seu rabo de cavalo no alto da cabeça, e aquele sorriso no rosto
pensou
Estou pronta
com o rabo de cavalo alto que aprendeu lendo as revistas de moda
Fez uma maquiagem discreta, um quase nada
“Invisível é o que eu queria ser agora”
Olhou para a sala de jantar
Cuidadosamente
reparou em todos os detalhes
rodapés, cantos, frestas
Deslizou a mão pela mesa
Percorreu as prateleiras com as louças
Despediu-se dos quadros, gravuras, desenhos e rabiscos
Alisou a saia com as mãos tirando todos os amassados
Mexeu na gola da camisa
Olhou-se no espelho ao lado da porta pela última vez
Deu um sorriso para si mesma
Aquele sorriso esperto, de canto
Com um movimento abriu a porta – hoje, uma porta de saída, de escape, de descoberta
Mergulhou na multidão
e desapareceu em poucos segundos
Com seu rabo de cavalo no alto da cabeça, e aquele sorriso no rosto
pensou
Estou pronta
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A resposta
Com um único gesto
Estilhace aquele bulbo de vidro pendente no centro da sala, e rasgue as cortinas
Desafine
Grite
Considere e finja que entenda
Escute ao menos, mesmo que nem saiba que língua é aquela
Conte todos os seus segredos
E invente proezas
Destrua o relógio de parede
Inverta os ponteiros dos que restarem espalhados pela casa
Acenda uma vela aos mortos
Vele os vivos
Incendeie os papéis velhos e amarelados
Dispa-se
Abra a janela, nu, no calor das madrugadas de inverno
Acenda um cigarro, mesmo que não fume
Embriague-se, mesmo que não beba
Mergulhe, mesmo que não saiba nadar
Sinta o inédito
Estilhace aquele bulbo de vidro pendente no centro da sala, e rasgue as cortinas
Desafine
Grite
Considere e finja que entenda
Escute ao menos, mesmo que nem saiba que língua é aquela
Conte todos os seus segredos
E invente proezas
Destrua o relógio de parede
Inverta os ponteiros dos que restarem espalhados pela casa
Acenda uma vela aos mortos
Vele os vivos
Incendeie os papéis velhos e amarelados
Dispa-se
Abra a janela, nu, no calor das madrugadas de inverno
Acenda um cigarro, mesmo que não fume
Embriague-se, mesmo que não beba
Mergulhe, mesmo que não saiba nadar
Sinta o inédito
quinta-feira, 17 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Quero luz nas trevas
e escuridão no brilho
Quero ser o instrumento que não toco
Escutar o inaudível
Entender o incompreensível
Quero as respostas nunca respondidas
O segredo nunca dito
Quero enterrar o previsível
Compreender o impossível
Quero
Sentir a ausência do presente
Quero a ressurreição, a vida
A vida
Quero sentir a pele queimando ao sol que nunca vi
Nu
O frio da neve que nunca senti
O oceano e seu peso
Quero sentir o inédito
Quero
e escuridão no brilho
Quero ser o instrumento que não toco
Escutar o inaudível
Entender o incompreensível
Quero as respostas nunca respondidas
O segredo nunca dito
Quero enterrar o previsível
Compreender o impossível
Quero
Sentir a ausência do presente
Quero a ressurreição, a vida
A vida
Quero sentir a pele queimando ao sol que nunca vi
Nu
O frio da neve que nunca senti
O oceano e seu peso
Quero sentir o inédito
Quero
domingo, 13 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Dias melhores
O dia em que
Seremos melhores
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo"
Rogério Flausino (Jota Quest)
sábado, 5 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
As cores e os sabores de Beto Pimentel
E o pomar do Paraíso Tropical, ribanceira abaixo, no meio do barro e das muriçocas. Perfeito! Carambola, jambo, urucum, cacau, abiu, cajá e tantas outras espécies com nomes exóticos. Somos exóticos em nosso próprio país. Coisa de brasileiro mesmo!!!
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