Espaço dedicado a pensamentos, poesias & devaneios. Sabor, comida, viagens, fotos, livros e o que mais der na telha (ou no forno).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Seu último pedido, por favor.

Foi no Gastrolândia que fiquei conhecendo o interessante trabalho do fotógrafo James Reynolds: uma série de fotografias documentando os pedidos dos condenados no corredor da morte antes da sua execução (clique aqui).
Sei que pode ser um pouco tétrico e até de mau gosto para alguns, mas, qual seria o seu último pedido em vida? Não no corredor da morte, por favor...
Já antecipo que pediria batatas, azeite, chocolates, gianduia, sal Maldon, trufas, manteiga President La Motte, Baileys, alecrim, manjericão e muito pão.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ai que difícil!!!!

Joyce!!! Deixa um pedaço pra mim!!!!!!

Como é difícil voltar para esse mundo. Preciso voltar a estudar, a ler, a pensar nas aulas, em notas, contas, compromissos, alunos, projetos, sonhos.
É, tempo de férias é bom. As férias curam até algumas feridas do passado (passado recente, diga-se de passagem). Mas, o duro é voltar.
Nossa...como é duro.

Estava sumido...dei uma passadinha no Carrefour de Belford Roxo, mas já estou de volta...rsrsrsrs...


Frase do ano: Rapadura é doce, mas não é mole não (no caso, pé de moleque).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DES-AVESSO

Sou dor
Sou todo dor
Meus dentes doem, a arcada que os seguram lateja a cada pancada
Meu crânio dói, esfria, arrepia
Sinto calor, a pele molha, a dor cala
O coração espanca a cada pancada
Sou todo dor
Sou tanta dor que quase me engulo
E num reflexo de 1 milésimo de segundo, entro, desentro, desavesso, me descarno
Molhado, por fim me engulo
Que sou todo dor
E do avesso, tento (me) ver com outros olhos. Quem sabe, mover (me)
Não adianta, sinto a dor como um reflexo no interior de uma taça imaculadamente limpa, arredondada
Que ela mesma é interior-exterior, como se fosse coisa única
Um só corpo, sem começomeiofim, um único latejar de dor
Sou todo dor, engolido, deglutido, preso nessa abóboda, cúpula de ponta cabeça
Sem fim, sem começo. Me encerro em mim mesmo. Sem meio
Sou só dor

domingo, 10 de janeiro de 2010

Um domingo xadrez

A mesa que mais parece uma ilusão de ótica


Berinjelas recheadas com carne em crosta de pão e Grana Padano


Polenta italiana cremosa


Molho de carne com cogumelos


...e um cheesecake prontinho pra ser devorado...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Loteria

Poderia ter sido diferente, sempre poderia. Poderia ter sido melhor, mais brilhante, mais fluido, menos duro. Pena que não podemos planejar a vida da forma estratégica como pensam alguns. Bom, até podemos, mas infelizmente, a tarde se encaixa na noite que se encaixa na madrugada que se encaixa na manhã de uma forma misteriosa, bem diferente das engrenagens de um relógio. Não podemos prever o que vem pela frente, mal podemos dominar o que está acontecendo nesse segundo. E o passado então? Bem, esse só nos resta lamentar, e pensar, pensar, pensar...poderia ter sido diferente. Sempre poderia, não? Nessa vida tenho algumas certezas. Uma delas é de que não vou ganhar na loteria tão cedo. Por que? Porque não jogo. E, se começasse a jogar? Hoje, agora, nesse minuto? Serei um milionário algum dia? Quem sabe! Jogar na loteria é viver na incerteza do amanhã, jogar na loteria é ter mais incertezas que a certeza do não ganhar pelo fato de nunca apostar. Nesse caso prefiro viver na certeza. Já temos tantas incertezas para lamentar, e vamos acrescentando mais algumas ao repertório de dúvidas. Ficarei doente? Morrerei jovem? Serei um milionário? Plantarei uma árvore, terei um filho e escreverei um livro? Não tenho resposta para nenhuma dessas perguntas. Apenas sei que já bati os dentes de frio muito longe daqui; que já me vi no meio de um beco, na escuridão total, em um lugar estranho, escutando uma língua completamente desconhecida; que já vi todas as estrelas do céu caindo ao mesmo tempo sobre a minha cabeça. Não tinha agasalho suficiente, não acendi qualquer lâmpada e não consegui segurar nenhuma estrela. E, se tivesse feito tudo diferente? Poderia ter me enrolado em um cobertor, acendido uma lanterna e pelo menos tirado uma foto. Não fiz nada disso, e não morri de frio; tampouco tropecei e as estrelas estão guardadas em algum lugar da minha cabeça, pois não tinha máquina fotográfica. Será que somos vítimas das circunstâncias? Damos um chute inicial, mas a direção da bola depende do vento, da nossa força, do peso da bola. Do que mais, pelo amor de Deus? Bom seria se pudéssemos voltar e refazer o caminho, retocar aquela manchinha, fechar a janela na hora da chuva, falar com a voz mais suave, abraçar quando necessário, ficar em silêncio no momento adequado, contemplar quando possível e agir quando pedido. Mas aí seria tudo muito fácil. Sem dúvida, ter a certeza de que acabaríamos sempre bem tiraria o desconforto e o peso da incerteza. Mas, no mesmo pacote – sim, porque na vida nada vem sozinho - perderíamos a alegria da recompensa inesperada, o brilho da surpresa; e jamais poderíamos falar: Consegui!
Mas, não vou mentir, não posso deixar de pensar no que eu teria visto caso tivesse acendido uma lanterna naquele beco ou se agora, nesse segundo, pudesse abrir uma caixinha e encontrasse lá no fundo uma daquelas estrelas que caiu do céu quinze anos atrás. Mas, as imagens do beco escuro e o brilho da estrela ficarão para uma próxima, mesmo que anos-luz distantes do aqui agora.
Carpe Diem.

Gostaria de dedicar esse texto a três pessoas. À minha querida amiga Joyce, que pensa, pensa, pensa até a cabeça doer. À Márcia, amiga de um passado distante, que dificilmente lerá esse texto, mas que um dia me disse o seguinte: “que ao procurar a resposta com determinação, ela venha até você”; e ao meu amigo invisível Moustache, mais conhecido como Bigode de Chocolate.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010

Paz

Amor

Alegria

Prosperidade

Saúde

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Creme frio de pupunha com Portobello


Salada de folhas e lentilhas com molho de romã


Robalo em crosta de tapenade e arroz com pesto de shissô e castanha do Pará


Mousse de capuccino com butterscotch