Espaço dedicado a pensamentos, poesias & devaneios. Sabor, comida, viagens, fotos, livros e o que mais der na telha (ou no forno).

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Cobbler, Crisp, Crumble

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Cobbler, crisp, crumble
Crumble, cobbler, crisp
Crisp, crumble, cobbler
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O doce perguntou pro doce
Qual é o doce mais doce
Que o doce de batata-doce
O doce respondeu pro doce
Que o doce mais doce que
O doce de batata-doce
É o doce de doce de batata-doce
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Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.
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O café está fraco, frio, com formiga no fundo, fazendo fofoca.
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Quico quer caqui. Que caqui que o Quico quer?
O Quico quer qualquer caqui.
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Cozinheiro cochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo.
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Tudo isso apenas para explicar o que são cobblers, crisps e crumbles!!! Mas que é difícil falar isso, garanto que é...rsrs...tente com a boca cheia então...rsrs...

Cobblers, crisps e crumbles, sobremesas bastante populares nos EUA, são preparadas com frutas frescas maduras e o que diferencia uma da outra é a composição da "cobertura". A chef Nancy Silverton, no livro Pastries from the La Brea Bakery, citando a revista Cook's Illustrated, explica que a cobertura do crisp deve ser uma farofa preparada com manteiga, açúcar, farinha e que frequentemente leva oleaginosas (nozes, avelãs, amêndoas, etc). O crumble leva a mesma cobertura, porém com aveia (rolled oats) no lugar das oleaginosas. Já os cobblers são cobertos com uma massa, que pode ser firme o suficiente para ser aberta (como uma massa de torta); mais leve, para ser colocada às colheradas; ou mais fluida ainda, como uma massa de crepe. Qualquer uma das versões deve ser assada em refratários largos e rasos para que a cobertura fique perfeitamente distribuída sobre a fruta.
Bo Friberg, em The Professional Pastry Chef, adiciona mais uma produção à essa família de sobremesas - o crunch. E define que o cobbler deve ter uma cobertura espessa e macia (uma espécie de massa de torta macia); o crisp deve ser coberto com uma farofa; o crunch tem a mesma cobertura do crisp, mas essa farofa também é colocada no fundo da forma e o crumble é o nome britânico para crisp. Bo Friberg pergunta: Does this make sense to you? Se não tem sentido para ele, imagina para mim...
De qualquer forma, são sobremesas rápidas, fáceis e que agradam facilmente. Ficam perfeitas servidas quentes com uma bola de sorvete de creme ou crème anglaise.
Segundo Nancy Silverton, apenas uma coisa pode arruinar essa sobremesa: uma fruta ruim!

Crisp de Maçã e Ruibarbo

Ingredientes

Cobertura
225 g de farinha de trigo
200 g de açúcar refinado
200 g de manteiga gelada em cubos
150 g de nozes picadas grosseiramente
1 pitada de sal refinado
Canela em pó

Recheio
1 kg de maçãs
150 g de ruibarbo (apenas os talos)
Suco de dois limões
50 ml de Porto branco
20 g de uvas passas sem sementes
20 g de cranberries desidratadas
40 g de açúcar mascavo
25 g de manteiga derretida
15 g de amido de milho
Canela, cravo e cardamomo em pó

Modo de preparo

Cobertura
1. Misture a farinha de trigo, o açúcar, a canela e o sal.
2. Acrescente a manteiga gelada em cubinhos e, com a ponta dos dedos, faça uma farofa.
3. Acrescente as nozes, misturando ligeiramente. Reserve sob refrigeração enquanto prepara o recheio.

Recheio
1. Descasque as maçãs, retire as sementes e corte em 16.
2. Corte os talos de ruibarbo em pedaços de 1 cm.
3. Coloque as maçãs e o ruibarbo em um bowl e regue com o suco de limão e o Porto.
4. Acrescente as passas, as cranberries, o açúcar mascavo, a manteiga derretida, o amido de milho e as especiarias. Misture bem e transfira essa mistura para um refratário untado com manteiga, formando uma camada de aproximadamente 2 cm.
5. Cubra com a farofa reservada, espalhando-a uniformemente.
6. Leve o crisp ao forno até que a crosta esteja dourada e o recheio borbulhando.
7. Sirva quente com sorvete de creme.

O tempo perguntou pro tempo
quanto tempo o tempo tem
O tempo respondeu pro tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem

sábado, 26 de dezembro de 2009

Minha paixão

Mousse de Gianduia e Amarenas

Na minha vida carrego comigo várias paixões, uma delas é a comida, como todos sabem muito bem. Livros de gastronomia, louças e filmes dividem com a comida a mesma posição, ou talvez fiquem em 2a, 3a e 4a posições ;)
O açúcar e o chocolate recheiam meus sonhos e a textura aveludada e macia do chocolate que conhecemos por Gianduia ou Gianduja me tira do sério. A minha paixão pelo Gianduia me levou a preparar essa sobremesa para o Natal - uma mousse de Gianduia com amarenas envolta em biscuit Joconde. A cremosidade do chocolate marcou presença na textura do creme e casou muito bem com o azedinho das amarenas.
Porém, a essa hora da noite, nada me resta a não ser pensar na mousse e no seu ingrediente principal...apenas pensar...por que na geladeira não resta nem um mísero pedacinho...
Quem sabe meu cérebro não se satisfaz com um pouco de história?

Segundo a definição da Grande Enciclopedia Illustrata della Gastronomia, o gianduiòtto ou giandujòtto é um chocolate torinese confeccionado a partir da mistura de chocolate, creme de avelãs tostadas do Langhe, baunilha e açúcar; geralmente apresentado envolto em papel dourado. Este chocolate foi criado em Torino no Carnaval de 1865, pela empresa Caffarel e Prochet, em um formato bem particular, assemelhado ao chapéu da mais importante maschera (fantasia) piemontese - o personagem Gioan d'la douja - um camponês simpático, vestido de maneira espalhafatosa, visto sempre em companhia de um copo (douja) de vinho, e que usa um chapéu de três bicos (fonte: As Festas Populares na Expansão do Turismo - a experiência italiana, Maria Nazareth Ferreira, ECA USP). A contração ou abreviação do nome Gioan d'la douja originou a palavra Gianduia ou Gianduja, que é o nome que damos a esse rico chocolate atualmente produzido mundo afora, e não apenas em Torino.

imagem: http://www.comune.torino.it/canaleturismo/it/curiosare/gianduja.htm

imagem: http://www.caffarel.it/




sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A prova do crime

Por fora, angelical...


...dentro...maligno...

Bolo Brigadeiro X-rated


Flávia, do Simplesmente Delícia, disse: "é o tipo de bolo que eu gostaria de ter tido nos meus aniversários, nos meus dias especiais, é o bolo que eu gostaria que minha mãe tivesse feito para mim na minha infância (...)".
Ok Flávia, assino embaixo. Ficou com vontade? Quer provar? Dê uma olhadinha aqui.
Fiz apenas uma pequena alteração - diminuí a quantidade de fermento, bicarbonato e sal. Ao invés da colher de sobremesa que a Flávia pede, usei colher de chá.

Molhei o bolo com Baileys e recheei com um brigadeiro cremoso feito com cacau extra brute.

Somente para maiores...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Porque o importante é sonhar...





Meu bolo de aniversário feito a quatro mãos. As minhas e as da querida Joyce. Porque para mim, 2+2=5.

Desejo um Natal Iluminado para todos!!!

Já é amanhã!!!!

Bom, é o seguinte...é hoje...hoje é o meu dia. Envelhecer não é fácil, ou melhor, é fácil demais. Acho que é por isso que lutamos tanto. É fácil, pois não precisamos fazer força alguma, nem pensar demais, e muito menos estudar até tarde da noite. Vamos assim, envelhecendo...sem mais nem menos.

Esse relógio vermelho aí embaixo marca as horas e os minutos, pelo menos, deveria!!! Mas, por ele ainda não é meia noite. Por ele ainda estamos no dia 23 de dezembro...rsrs

Por ele, ainda tenho meus 30 e poucos...e acho que é esse o segredo. Vou sempre e eternamente confiar nesse relógio vermelho.

"Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final"
Sobre o tempo
Pato fu

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A força do pensamento


Falta pouco, mas a força do pensamento é tão grande que até o relógio está atrasado!!!!!!!!!!!!

Amanhã explico melhor!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Chocolate ao leite, vodka e cranberries

Bolo para bêbados, chocólatras e formigas

Massa
150 g de manteiga sem sal
150 g de açúcar refinado
3 ovos inteiros
150 g de farinha de trigo
1 col. de chá de fermento em pó químico
100 g de farinha de amêndoas
1 col. de chá de essência de baunilha
300 g de chocolate ao leite derretido
Cranberries maceradas em vodka (abaixo)

Para as cranberries
Misturar 150 g de cranberries desidratadas com 60 ml de vodka e 15 g de açúcar de baunilha. Deixar macerar por uma noite sob refrigeração.

Modo de preparo
1. Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar até obter um creme claro.
2. Junte os ovos um a um. Bata bem após a adição de cada um.
3. Fora da batedeira, adicione a farinha de trigo, a farinha de amêndoas e o fermento e misture somente até homogenizar.
4. Adicione o chocolate derretido, a essência de baunilha e as cranberries juntamente com o líquido da maceração.
5. Transfira a massa para formas forradas com papel manteiga e asse por aproximadamente 30 minutos a 170C.

- Você sabe voar?
- Sim, eu sei!
- Como aprendeu? Aqui não há espaço para alçarmos vôo.
- Não há mesmo. Mas, para que precisamos de espaço? Apenas feche os olhos.


domingo, 20 de dezembro de 2009

Útero

Como papéis rasgados que dançam ao movimento do vento
Voltamos; indubitavelmente, voltamos
Os ponteiros continuam sua marcha, firmes, impacientes
E o vento nos leva a uma esquina, a uma curva
alçamos vôo, mergulhamos
Nos deparamos com postes, grades, muros e janelas
Luzes, ora nos direcionam, ora nos desviam
A escuridão nos confunde
Mas
Voltamos
Voltamos ao ninho
nicho, abismo, vértice
Após tantos desvios, no fundo sabemos que aqueles braços abertos, mãe ou pai severo, estarão lá, a nossa espera
Após tanto desgaste numa tentativa de fuga do incontornável
Voltamos
E mesmo sabendo que a viagem foi boa
Aguardamos, inconscientemente
misteriosamente
o voltar

sábado, 12 de dezembro de 2009

Momento crise

No elevador, entra uma pirralha de uns 13 anos:

- Oi tio!

Não merecia escutar isso à beira dos 38...doeu...

Me senti aquele mamão mofado na fruteira, aquela banana visitada por drosófilas, ou aquela laranja molenga no gavetão da geladeira.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Olha...


A. Olha...
B. Ai...o que você quer?
A. Nossa! Só estava pensando numa coisa e você já vem me atacando.
B. Não é isso, você sabe dos meus traumas.
A. Olha...sobre o que a gente tava discutindo, eu sou cartesiano. O problema não sou eu, já te disse. E não me fala de traumas que eu também tenho os meus e já te contei sobre eles.
B. Ah...sim...sei...e você é o que agora? Essa eu não conhecia, achei que você fosse cho-có-la-tra.
A. Tá, isso eu sou também, mas o mundo não é só glicose, e, olha, quer saber?
B. Ai...não sei, você me confunde.
A. Mas nem terminei de falar!! E é difícil eu confundir alguém, sempre sou tão claro. E quer saber mais? Sabe o que eu acho? Que você é uma mulher muito complicada. Isso sim.
B. Sou...confesso que sou.
A+B. Por que a gente pensa tanto?
A+B. Sei lá, acho que a gente está sempre insatisfeito e queríamos ser outras pessoas.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Em busca do muffin perdido


Cada um procura o que bem entende, não?
Marcel Proust buscava o tempo perdido, e fez Charles Swann relembrar de sua infância através do sabor de uma madeleine.
E, eu, longe, bem longe das paisagens de Combray, apenas penso nos Blueberry Muffins do Starbucks, que, apesar de não fazeram parte de minha infância, me deixam com a pulga atrás da orelha e o paladar atiçado.
A receita abaixo veio do livro Pão: Arte e Ciência, de Sandra Canella-Rawls. Resultou em um muffin delicioso, mas ainda não é o muffin da minha infância...
Outra tentativa em busca do muffin perdido aqui.

Muffin de Blueberries

Ingredientes
Massa
350 g de farinha de trigo
230 g de açúcar refinado
1/4 c. de chá de sal refinado
1 c. de sopa de fermento químico em pó
195 g de óleo vegetal (usei Canola)
98 g de ovos inteiros
98 g de leite integral
98 g de iogurte natural integral
1 c. de chá de essência de baunilha (não está na receita original)
raspas de um limão
180 g de blueberries frescas (a receita original pede congeladas)

Para a farofinha (não está na receita original)
Partes iguais de farinha de trigo, açúcar e manteiga gelada. Trabalhar rapidamente com a ponta dos dedos.

Modo de preparo
1. Combinar os secos. Reservar.
2. Combinar os líquidos. Reservar.
3. Incorporar delicadamente as duas misturas preparadas anteriormente apenas até homogenizar.
4. Acrescentar as blueberries e as raspas de limão. Misturar delicadamente.
5. Transferir a massa para forminhas untadas e enfarinhadas.
6. Distribuir uma pequena quantidade de farofinha sobre cada um dos muffins.
7. Assar a 180 C por aproximadamente 25 min.

Conselho final: busque as suas memórias de infância, mesmo que os muffins não tenham feito parte dela ;)


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Pain d'épices


Pain d'épices de Emmanuel Bassoleil
(com pequenas modificações)

Ingredientes
250 g de farinha de trigo
175 g de mel
75 g de açúcar refinado
40 g de manteiga sem sal
1 xíc. (chá) de leite integral
1/2 xíc. (chá) de iogurte natural integral
1 c. (café) de bicarbonato de sódio
4 anises estrelados
1 rama de canela
4 cravos
1 fava de baunilha
Canela, cravo e cardamomo em pó

Modo de preparo
1. Ferva o leite com o anis estrelado, a canela em pau, os cravos e a fava de baunilha (abra-a e use as "sementinhas" do seu interior juntamente com a "casca").
2. Assim que ferver, desligue o fogo e deixe em infusão por 5 minutos.
3. Passe o leite pela peneira para retirar as especiarias, e as descarte.
4. Acrescente o mel, o açúcar e a manteiga.
5. Em um bowl peneire a farinha e o bicarbonato. Adicione as especiarias em pó à gosto.
6. Junte as duas misturas (secos e líquidos).
7. Acrescente o iogurte.
8. Misture apenas até homogenizar.
9. Leve ao forno (150°C-160ºC) e asse por aproximadamente 45 min.