


Voltando para São Paulo pela Régis Bittencourt, resolvemos parar na Casa da Pamonha, onde pudemos provar um ótimo pudim de milho, até o momento uma novidade para nós.
Pudim de MilhoTem gente com fome
“Trem sujo da Leopoldina,/ Correndo correndo,/Parece dizer:/ Tem gente com fome,/ Tem gente com fome,/ Tem gente com fome.../ Piiiii!/(...) Só nas estações,/Quando vai parando,/Lentamente, começa a dizer:/Se tem gente com fome,/Dai de comer.../Se tem gente com fome,/Dai de comer.../Mas o freio de ar,/Todo autoritário,/Manda o trem calar:/Psiuuuuu...”
Solano Trindade
Focaccia de alcachofra e mini tomates italianos
A focaccia é um típico pão italiano que pode levar uma série de "coberturas" ou simplesmente ervas, azeite e sal grosso. Como a massa apresenta um sabor bem neutro pode-se caprichar nas coberturas, mas nunca esqueça de regar com uma boa quantidade de um BOM azeite e um pouco de sal grosso antes de levar ao forno.
FOCACCIA (rende uma assadeira de 25 cm x 30 cm)
Farinha de trigo 500 g
Leite integral 250 ml
Manteiga sem sal 40 g
Açúcar refinado 50 g
Fermento biológico fresco 30 g
Sal refinado 5 g
Sugestão de coberturas: tomates frescos ou secos, lascas de parmesão, azeitonas, aliche, coração de alcachofra, cebola fatiada crua, ervas, toucinho frito em cubos, alho poró refogado......etc, etc....azeite e sal grosso
1. Dissolver o fermento em um pouco de leite morno (cuidado com a temperatura do leite, se estiver quente demais "mata" o fermento), incorporar os demais ingredientes e trabalhar (sovar) a massa até obter uma mistura bem macia, mas que desgrude dos dedos. 2. Deixar a massa descansar em recipiente untado com azeite, coberta, por 30 minutos, ou até dobrar de volume.
3. Após isso, transfira a massa para uma assadeira untada com azeite e com as mãos estique a massa até que cubra toda a assadeira. 4. Novamente deixe fermentar por 30 minutos ou até que dobre de volume. 5. Faça furos com a ponta dos dedos, coloque a cobertura desejada, regue com azeite, salpique sal grosso e leve ao forno (180 C) até dourar.
Obs.1: não acrescente toda a farinha de uma só vez, coloque 3/4 da quantidade e, se necessário, acrescente o restante. Lembre que a massa deve ficar bem macia....só coloque farinha necessária para não grudar nas mãos. Isso garantirá que, após assada, a focaccia permaneça bem macia.
Obs.2: é super tranquilo fazer essa massa na batedeira, desde que a sua tenha o batedor para massas, mais conhecido como "gancho". Afinal, ninguém precisa pagar os pecados sovando pão, né?
Bom apetite!!!!!!
Estiveram presentes:
G., misteriosa...uma musa de Buñuel.
H., o menino que conta causos, e que nas horas vagas é blogueiro.
R., o intelectual das sentenças de duplo sentido.
D.N., a gueixa que faz promessas...talvez para tornar-se mais linda.
D.V., a gueixa gourmet (que adora lavar louça???).
K., não é gueixa, mas é gourmet e adora uma bebidinha...
I., aprendiz de chef, sempre de olho no que acontece na cozinha.
D.R.V., decorador de ambientes e atrapalhado, que em um momento que eu abri o forno, conseguiu arremessar uma faca que ficou presa na porta do forno (difícil explicar como ficou presa...) e após o trabalho de três pessoas utilizando outra faca, uma pinça de carne e um hashi foi retirada sem maiores estragos.
M. (ou B., ou M.B.), a pessoa que escreve esse blog, naturalmente ansioso, que descobriu que limpar a casa, fazer compras e preparar um jantar no mesmo dia não dá muito certo.
O menu
Para atiçar o paladar e a curiosidade...Creme de Cabotchan, com toques de cravo e gorgonzola
Para clarear as idéias...Saladinha de mini folhas, tomatinhos e mussarela de búfala
Para acalentar a alma...Filé mignon recheado com jamón e tomate confit, acompanhado de gratinado de batatas com funghi porcini
Para adoçar a noite...Tiramisú





Minha mãe sempre conta que quando eu ficava com a minha avó, na hora do almoço eu pedia feijão...só feijão, sem arroz. Minha avó ligava para a minha mãe e falava: Esse menino só quer feijão!!! Ao que minha mãe respondia: Ele é assim mesmo...só gosta de feijão...rsrsrsrs
A origem do nome está no sânscrito sarkara, que os árabes chamaram de sukkar, do latim saccharum (açúcar de cana), gerando as formas sugar (inglês), sucre (francês), zucchero (italiano), zucker (alemão), azúcar (espanhol) e açúcar em português.*
Oração de São Vito
Doces de abóbora e doces de leite
Diz o sociólogo Giberto Freyre: Devemos a arte da doçaria brasileira às donas de casa, às negras de cozinha e aos pretos doceiros. A origem dos doces mais verdadeiramente brasileiros é patriarcal e seu preparo foi sempre um dos rituais mais sérios da antiga vida de família das casas-grandes e dos sobrados, embora não faltassem freiras quituteiras que aqui continuassem a tradição dos conventos portugueses.
Doces muito açucarados eram preparados nas cozinhas das sinhazinhas, que trouxeram em sua bagagem receitas tradicionais e ensinaram as especialidades da doçaria portuguesa às negras mucamas e a alguns negros que freqüentavam as cozinhas das casas-grandes, e que acabaram por se tornar especialistas na arte da confeitaria.
Carentes de produtos europeus, as sinhazinhas e as mucamas, inventivas, adaptaram as receitas tradicionais, adotando os produtos da terra: as suculentas frutas tropicais, o melado, a rapadura e o açúcar cristal.
Texto retirado do livro Doces Sabores, de Rosa Belluzo e Marina Heck.




