Cena 2: Somos recebidos por Lampião, homem de poucas palavras. A cada pergunta, escutamos um não, no máximo...um sim, na maioria das vezes...um grunhido:-Isso é um apito?
-É.
-Não.
-Tem farinha ovinha?
-grunhido...
Cena 4: Os professores vão revirando as lojas...camarão seco, defumado, sandálias de couro, cabaças, pertences para feijoada, rapaduras, peixes secos, cachaças, farinhas, farinhas, mais farinhas, chapéus, chifres...outro mundo...bem debaixo de nossos narizes...
Cena 5: Procurando o queijo de coalho perfeito:
-Qual é bom para grelhar?
-Esse.
-Vamos levar.
-Só a peça.
-Não porciona?
-grunhido...
Cena 6: Um dos professores acha o sino de vaca (ele vai mesmo usar esse sino para chamar os alunos?). Fica na dúvida entre os tamanhos.....O outro professor reza pedindo à Padre Cícero que ele decida rapidamente qual levar, pois a digníssima Maria Bonita não é mulher de muitas palavras e demonstra impaciência.
Cena 7: Um rapaz tenta comprar algo de madeira...algo...com orelhas (???). Seria um enfeite? Um brinquedo? Ele não consegue explicar o que quer, a vendedora não entende....Os professores saem da loja discretamente após presenciar essa conversa surreal no agreste da selva de pedra paulistana.


ótimo relato da sua viagem!!! até senti os aromas lendo aqui em casa!!
ResponderExcluiradoro mto esses lugares, e diga-se de passagem que a idéia do sino de vaca para os alunos é ótima!! só falta agora um tocador de boi (aqueles que dão choque sabe??) pra colocar os alunos na sala....hahahahahaha
abração!!
Que legal !!!
ResponderExcluirAdorei o texto
xx henrique teixeira
Bergamo...quem sabe se vc nao fosse um professor de gastronomia, seria um de literatura...?...
ResponderExcluirAhm, ham.
Amei!
Bjs!
Grande aventura, Bergamo, gostei do relato da viagem. Gostei também das lojas que visitou. De repente fiquei com saudades das que existiam por aqui e resistiam à modernização mas que, com a normalização e leis da CEE, acabaram por desaparecer!
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